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7 DICAS PARA UMA VIDA MAIS ATIVA E CONSCIENTE

Atualizado: 6 de mar. de 2023



Nas nossas vidas passamos grande parte do tempo entorpecidas pelo que queremos experimentar, pela satisfação imediata através de prazeres fáceis que saciem a fome emocional.

Queremo-nos sentir distraídas, a querer ter diversas experiências sem nos focarmos em algo. Nunca queremos sentirmo-nos desconfortáveis com mudanças ou tarefas que julgamos muito cansativas e, assim, começamos a procrastinar até se instalar o caos. Com receio e com medo resistimos às mudanças. A nossa mente oscila diariamente entre o passado, o futuro ou distrações com as redes sociais ou a tecnologia.

E somos tão boas a arranjar motivos para adiar decisões, experimentar coisas novas e a desafiarmo-nos a fazer tarefas diferentes.

Que esta constatação seja livre de julgamentos, eu também faço isto diariamente. No entanto, nestas fases, costumo imaginar que seria perfeito ter um botão que fosse acionado para nos obrigar a cumprir a vontade e a promessa feita ontem a nós mesmas, certo? Levantar cedo, tipo de comida que vamos nutrir o nosso corpo, ações ou pensamentos que repetimos diariamente e que nos são tóxicos....a lista é infindável.

Uma pequena lista de “Pontos de Fuga” da mente

Vamos considerar alguns dos tipos de ações que te levam a adiar decisões e considerar algumas técnicas para resistir à procrastinação e distrações quando tens uma tarefa difícil, assustadora ou que te tire da zona de conforto.


Imaginemos que sempre que tens um compromisso pessoal pudesses cumpri-lo deixando de parte a insegurança e a aversão? Como seria a tua vida? Já pensaste no caminho que teria sido percorrido? Na pessoa que serias? Algo bem diferente e com experiências diferentes de certo.





  • Redes sociais, mensagens e leitura online . É tudo muito interessante! Só que pensa bem, não consegues perceber o momento presente. No tempo em que estás nas redes sociais podias estar a sentir o momento presente, enquanto as usas. Deixas de observar o teu pet, os teus filhos, a vida a surgir em todos os momentos.

  • Jogos de computador. Os jogos podem ser cativantes, muito divertidos e viciantes. Se estás dentro do computador onde está a tua atenção? está num mundo virtual, certo? Em alternativa, sente e percebe o momento presente. O silêncio tem muito para dizer e conversar contigo do que teres sempre a cabeça distraída alienada de si.

  • TV é o mesmo que os jogos e as redes sociais. – assistes ao que te dá prazer imediato, ao que é interessante e divertido. Nada de errado com esses sentimentos, mas estes entorpecem em relação aos teus sentimentos internos, de solidão, tristeza, raiva e frustração, culpa, perda, dor e sentimentos de inadequação. Evitar estes sentimentos não vai resolver a tua vida, apenas piora ou adia. Alternativa: arranjar um passatempo ou hobby. ir dançar, etc.

  • Ocupação. Trabalhas como uma maníaca! Desde o momento em que acordas até à hora que te deitas estás constantemente ocupada? Do que queres fugir? O que queres provar? Estás a evitar sentir algum tipo de ansiedade e insegurança. Alternativa : Pára por uns meros minutos durante o dia, Por exemplo uns 15 minutos. O mundo não vai desaparecer se parares e respirares. Enraiza-te e sente a calma a chegar e faz uns minutos de silêncio.

  • Vícios . Álcool, drogas, cigarros, jogos de azar, roer as unhas e, também, muitas outras coisas que não estão nesta lista, são alguns dos vícios mais comuns, e cada um deles é uma maneira de entorpecer os sentimentos mais profundos ou as emoções que não queres gerir. Estes vícios servem de alívio em situações de stresse, quando estás cansada, solitária, triste, zangada, tensa. São formas clássicas de não sentir esses sentimentos. Alternativa: Evita fugir dos sentimentos difíceis e enfrenta-os. Sente-os plenamente. Se reparares ninguém morre por ter sentimentos, mesmos os mais difíceis. Tu és mais forte que esses sentimentos e não os vais sentir para sempre. Então tem mais compaixão para contigo, se possível conversa com um amigo, faz meditação, exercício ou procura ajuda.


  • Alimentos reconfortantes, compras, outros confortos. Quando te sentes triste, cansada ou solitária, o que fazes para te confortar? As escolhas comuns são alimentos, bebidas, compras ou muitas outras coisas. Óbvio que o auto conforto é bom. Mas se por algum motivo tens compulsão alimentar, se procuras alimentos que prejudicam a tua saúde, deves fazer um questionamento profundo sobre o teu comportamento, certo? Imagina que depois de devorares 3 pizzas aparece o sentimento de culpa? Neste caso não estamos a falar de conforto, estamos a falar de compulsão alimentar. Tudo bem se te sentes triste. Permite-te sentir algo diferente do que a satisfação imediata. Na verdade, é amoroso não rejeitar os teus sentimentos e a experiência do momento presente. Experimenta pelo menos uma vez e vais ver que nada acontece.

  • Raiva descontrolada. Quando sentes insegurança, muitas vezes advém da frustração ou raiva e atacas os outros de várias maneiras. Observa a tua frustração e pensa se vale a pena estares a estragar uma relação de amor ou de amizade com atitudes violentas e raivosas? Ter que pedir desculpa depois? Tudo pode ser evitado. certo?

Existem outras maneiras de adormecer, de evitar sentimentos, de sair da realidade e viver num mundo imaginário de conforto e felicidade aparentemente permanente... mas já percebeste que é tudo volátil e é impossível viver num mundo em que não existem desafios e contrariedades, certo?. Observa os teus pontos de fuga e aprende com eles. Vais conhecer-te bem melhor do que pensas.


Considera fechar as tuas “saídas” de entorpecimento




E se te comprometesses durante um mês a alterares o teu comportamento, apenas observar e aprender a apreciar a vida como ela se apresenta? Ser compassiva com as situações sem te exaltares ou procurares pontos de fuga para evitares olhar para os teus sentimentos?

Não seria fácil. Mas nada que valha a pena é fácil. Experimenta ser diferente uma vez na tua vida porque:

  1. Vais aprender a ser destemida, corajosa com os sentimentos e, finalmente, aprender a vivenciá-los e ver que afinal são tão impermanentes como os teus pensamentos.

  2. Um dos objetivos do Ser humano é querer estar presente na sua experiência de vida. Por isso, muitas vezes olhas para trás e sentes que o tempo passou tão rápido. Esta sensação pode surgir porque existem momentos de distrações que te tiram da realidade, de sentires e viveres a vida.

  3. Se queres explorar uma nova forma de estares mais consciente e intencional e ter a plena consciência das tuas escolhas, muda a tua relação com a vida.

Sugestão de técnicas para suprimir o “ponto de fuga”






Cria um conjunto de limites, regras e estrutura-os por escrito. Valida diariamente o que conseguiste alcançar. Evita lamentar o que deixaste de fazer. Fica feliz com as tuas conquistas.

Por exemplo, se vais a uma prática de Yoga 3 x semana mentaliza-te num propósito interno quando estiveres nas aulas. Estar com foco na respiração, na postura ou estar com atenção ao teu corpo e à tua mente.

Ter uma intenção e um propósito ajuda a manter o foco nos teus compromissos.









7 Dicas para criar um auto-acordo para evitar o “ponto de fuga” ou o entorpecimento:


  1. Decide um período de tempo em que vais fazer diferente. Define um período para a tua prática (digamos 1 mês) e compromete-te com ele. É blindado e sem negociação.

  2. Define as coisas que APENAS tens permissão para fazer ou coisas que não deves. Por exemplo, guardar o telefone quando chegas a casa. Reduzir o tempo de televisão. Anular um alimento de cada vez. Nada de álcool durante a semana.

  3. Define outros gatilhos. Quando estiveres ocupada, sem intenção ou a procrastinar, faz uma pausa e pratica por um ou dois minutos meditação. Faz uma caminhada. Sente o que tu gostas de fazer. Algo que seja real e que te traga para o corpo e te tire do estado mental alienado.

  4. Se estiveres a procurar comida sem pensar, faz uma pausa e pratica.

  5. Define as coisas permitidas. Cria pequenas práticas com as coisas que te prometeste fazer. Por exemplo: mensagens de e-mail apenas duas vezes por dia em horários predeterminados, ioga, meditação, dar um passeio e estar presente para o mundo ao teu redor, conversar com um amigo, tomar banho ou beber chá, mas estar totalmente presente com a experiência e com os teus sentimentos enquanto o fazes.

  6. Define a tua prática. Define o tipo de prática que queres fazer quando estás a sentir que o teu corpo te está a levar para a procrastinação ou um ponto de fuga. Dá-te a ti mesmo pelo menos um minuto para realmente sentir, mergulha nas sensações do teu corpo, sentindo-o completamente. Permite também que tua consciência se expanda para além do teu corpo, percebendo as sensações do mundo ao teu redor, sentindo-o como pura experiência.

  7. Compromete-te com os outros. Se combinaste algo com alguém, cumpre. Pede ajuda de alguém para te ajudar a cumprir os teus objectivos.

Parece ser fácil? Não. Só que é possível. Os teus medos, resistências e racionalizações sobre o porquê evitar certo tipo de comportamento que te destrói. Levares uma vida mais consciente, mais alegre e mais presente vão desvanecer qualquer tipo de sofrimento que o teu cérebro possa pensar que vais ter.


Contraria-te e sê mais feliz.

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